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Tesla Model S

O Tesla S é um dos carros mais surpreendentes que já dirigi. Palavra de quem já andou no Lamborghini Aventador, McLaren MP4-12C e Bugatti Veyron. O grande tablet no meio do painel altera completamente a experiência de dirigir um automóvel, mas é a forma como uma empresa do Vale do Silício  conseguiu fazer um veículo de luxo competente na forma de um carro elétrico viável que deixa qualquer um boquiaberto. Tudo isso por um preço que parte de 57.000 dólares  .

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Já diz o ditado que, de gênio e de louco,  todo mundo tem um pouco. Há alguns anos, Elon Musk era visto como tendo muito de louco e pouco de gênio, mas aos poucos o sul-africano de 43 anos inverteu a conta. Primeiro foi com o SpaceX (primeira empresa privada a alugar voos espaciais para a Nasa), depois ao criar o Paypal (site de pagamento eletrônico), agora com a Tesla, que começou a vender seu esportivo Model S. Quando ele anunciou o Tesla S, soava ambicioso: fazer um carro familiar com desempenho de esportivo, nível superior de qualidade, design sedutor e preço perto de 50.000 dólares, que para um europeu soa como pechincha, pois mal compra um Opel Ampera (o Chevrolet Volt de lá), que não é 100% elétrico e perde de longe  em espaço, design, acabamento e comportamento em estrada.

Franz von Holzhausen, designer tirado da Mazda, recebeu a missão de traças um automóvel de linhas esportivamente elegantes, longe do ar nerd de Nissan Leaf ou Toyota Prius. Com quase 5 metros, ele está no território de Porsche Panamera ou Mercedes CLS, ainda com seus perfil sedã-cupê -no Tesla S, o vidro abre com a tampa do porta-malas.

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Ao aproximar a mão da porta, a maçaneta embutida salta lentamente da lataria. Sento-me primeiro no banco traseiro:piso plano e altura suficiente para quem tem 1,80 m e, com 2,96 m entre eixos, sobra espaço para as pernas. O banco pode ser rebatido em 1/3-2/3 caso o porta-malas de 745 litros não baste – há ainda 150 litros sob o capô, pois o motor elétrico vai no eixo traseiro. O porta-malas leva duas crianças se erguemos  o banco sob o piso – mas aí elas viajam de costas para o motorista.

Ao volante, não me surpreendo com a qualidade de acabamento, notável se considerarmos que a Tesla nasce mais como empresa de TI que como montadora. Alumínio polido, madeira de bom toque, materiais suaves, tudo firme e sem grandes folgas, em um contexto de quase ausência de botões. E os que existem – na porta para vidros e espelhos e na coluna de direção  para o câmbio – são emprestados da Mercedes, parecendo um pouco datados face ao restante.

O centro de controle é o enorme tablet de alta resolução que aciona praticamente todas as funções do carro. A dimensão facilita o uso, mesmo exigindo um tempo de adaptação. Ar-condicionado, som, luzes, suspensão pneumática (opcional), internet, abertura do teto panorâmico (quando houver), informação da viagem e do veículo, tudo pode ser comandado pelo tablet. Ou seja, o painel de bordo é um verdadeiro computador e vice-versa.

No quadro de instrumentos está uma tela digital que é um réplica simplificada dos menus do tablet. Desde que o motorista esteja de cinto afivelado, o Model S fica pronto para arrancar assim que se toca o acelerador. Ao ver que ele pesa 2.100 kg, fiquei com o receio de que o desempenho anunciado pela Tesla fosse exagerado, mas nas ruas de Fremont, na Califórnia (EUA), deu para ver que ele não decepciona.  A capacidade da bateria na versão avaliada, topo de linha, é de 85 k Wh, quatro vezes mais energia que no Nissan Leaf. Com o motor de 416 cv e 61,2 mkgf (a 0 rpm, como em todo elétrico), o disparo chega a ser alucinante ao mais leve toque no acelerador.

Mas, de novo, não é a largada com jeito de descida de montanha-russa nem o agradável silêncio ao rodar na cidade que causam espanto – ao menos para quem, como eu, já dirigiu dezenas de elétricos. O que eu não esperava era que o resto funcionasse de forma tão perfeitamente integrada. A direção é precisa como algumas montadoras com década de vida ainda não conseguem fazer, dispondo de três  modos de assistência variável (Normal, Comfort  e Sport).

A suspensão tem o mérito de ser confortável e assimilar bem os pisos irregulares e ao mesmo tempo não deixar que o veículo balance demais em curvas rápidas. As baterias no piso, sob a cabine, contribuem, para a estabilidade (assim como o peso 48% à frente e 52% atrás) e para baixar o centro de gravidade. Numa pilotagem mais nervosa, logo se vê que estamos num carro de 5 metros e 2.100 kg, por isso não espere o comportamento de um Porsche 911. Os freios são o único aspecto dinâmico que não agrada – menos pela potência (eles são os Brembo), mas porque vivemos nos primórdios do desenvolvimento da frenagem regenerativa, que ainda não é tão progressiva e eficaz na primeira pisada do pedal.

Por último, uma referência para entender a fantástica aceleração da versão mais forte do Tesla S (que custa 70.000 dólares e não os 50.000 do básico): de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos  –  a versão de entrada, com baterias de 40 kWh e motor de 288 cv e 42,9 mkgf, faz 6,2 segundos. Quer dizer, ele é só 2 décimos mais lento que o Porsche Panamera GTS (com um V8 4.8 de 430  cv), e só porque este tem controle de largada. Sem ele ativado e com o controle de tração acionado, o Porsche perde 1 segundo inteiro para o Tesla. É pouco? Saiba então que nem o 911Turbo S consegue vencer o Tesla na corrida teórica.

A bateria de maior capacidade permite ainda uma recarga mais rápida, desde que feita nas estações que a Tesla está criando nos EUA (de 480 V), o que significa que em meia hora ele já está em fôlego para mais de 240 km de estrada. Com plena carga, ele pode chegar a 500 km, segundo a marca. Se a recarga for feita em casa, a estimativa é de 8 ou 12 horas para uma carga total a 240 ou 120 V.

Mais que um excelente carro elétrico, a Tesla conseguiu fazer um carro excelente.

Video Tesla Model S

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Por que comprar o Kia Soul seminovo?

O Kia Soul é um carro com características semelhantes às do Hyundai i30 no que se diz respeito ao poder de encantar consumidores. Assim como o primo hatch, o Soul também tem uma boa retrospectiva de vendas no mercado de novos e conta com garantia de 5 anos. A seu favor, contam ainda o design original e carismático, atributo que o i30 não tem, e o motor flex, que o i30 so recebeu mais tarde. A Kia começou vender o Soul Flex no segundo semestre de 2010 (antes de expressar a linha 2011). Com 45.000 reais no bolso, é possível garimpar uma versão 2010 Flex nos jornais e sit es de classificados, ou, se isso não for importante pra você, optar por uma versão do mesmo ano equipada com câmbio automático.

 

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O Soul é um carro bem equipado, com direção hidráulica, ar-condicionado e duplo airbag em todas as versões. A básica vem com rodas de liga leve aro 16, o que a deixa com rodar mais confortável. A completa vem com rodas aro 18, que deixam o veículo com visual e comportamento mais esportivo. A versão mais equipada traz também rack e câmera auxiliar de manobras de marcha a ré, entre outros itens. O motor é sempre 1.6 16 V com 124 cv, e a transmissão tem câmbio de quatro ou cinco marchas – sendo automático ou manual, respectivamente. Segundo nosso levantamento, seu seguro é o mais  barato desta reportagem. E as peças estão entre as mais baratas.

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Video Kia Soul 2010

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Por que comprar um Mitsubishi Pajero TR4 seminovo ?

Para quem gosta de utilitários esportivos, o Mitsubishi Pajero TR4 é uma bela porta de entrada no segmento. Fabricado no Brasil desde 2002 (derivado do japonês Pajero iO), até hoje o TR4 não teve concorrente sério. Ele é um jipe na melhor acepção da palavra, equipado com transmissão 4X2, 4X4 on-road, 4X4 off-road e 4X4 reduzida. Pelo valor aproximado de um Renault Duster 4X2 básico (48.300 reais, na tabela de fábrica), é possível encontrar um modelo TR4 2009 automático, que está à venda por 49.000 reais, com 45.000 km rodados.

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Desde a versão básica, o Pajerinho vem equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, sistema de som, rodas de liga leve e trio elétrico. Seu motor 2.0 16 V é flex e gera 140 cv. E o câmbio pode ser manual de cinco marchas ou automático de quatro.

Ao contrário dos outros SUV importados oferecidos apenas nas cores preto e prata, o TR4 tem diversas opções de cores mais apropriadas a jipes, como verde, azul, vinho, vermelho e amarelo.

Os modelos de 2009, que tem a mesma frente do Pajero Sport, são os que oferecem melhor relação custo-benefício. Mas, se você quiser investir um pouco mais, nossa sugestão é que você opte por um 2010, que tem visual igual ao das versões zero-quilômetro atuais. O TR passou por uma reestilização profunda no fim de 2010, quando ganhou novos faróis, grade, capô, para-lamas e painel..

Kia Cerato 1.6

A Kia vive seu momento mais delicado desde que chegou ao Brasil, em 2009. Ela é, segundo o próprio presidente, José Luiz Gandini, “uma das marcas mais prejudicadas pelas novas regras tarifárias de importação de automóveis impostas pelo governo”. De fato, nem o belo showroom da Kia – repleto de modelos recém-lançados e de design atraente, como os sedãs Optima e Cadenza – tem conseguido evitar uma queda brutal nas vendas. Durante a mais recente edição do Salão do Automóvel de São Paulo, ocasião em que o Cerato foi revelado ao público brasileiro, executivos da marca falavam numa retração de 46% no volume de vendas. Em outros tempos, a exibição pública e o anúncio da chegada da nova geração do Cerato seriam um acontecimento que deixaria toda a concorrência em estado de alerta. Entretanto, na cruel realidade atual, o lançamento corre sério risco de mal ser notado pelo consumidor, que estará ocupado fechando a compra de concorrentes com relação custo-benefício  mais interessante.

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Diferentemente da geração anterior, a nova conta com um motor flex, o mesmo do Soul, com 128/122 cv de potência. O câmbio também é compartilhado com o Soul, uma caixa automática com conversor de torque e opção de trocas sequenciais pela alavanca – as borboletas no volante, iguais às do atual Cerato, ainda não estão confirmadas na nova geração. Aliás, a Kia assegura a chegada do modelo 2013 à rede para o fim de março, mas alega ainda não ter definido o pacote de equipamentos de série opcionais.

Sem informação oficial, fomos a campo para saber mais sobre  a novidade. Ligamos para um concessionária em São Paulo e o gerente de vendas arriscou o palpite: “O preço deve ficar entre 70.000 e 80.000 reais”.

A nova geração mostrou um pouco mais fôlego que a atual, cujo motor 1.6 é alimentado exclusivamente com gasolina. Na média, o modelo 2013 obteve números de aceleração e retomada 3% das melhores que o 2012.

O novo Cerato é gêmeo do Elantra, exceto pelo motor – o Hyundai utiliza um 1.8 a gasolina de 148 cv e custa 86.000 reais, completo. O acerto de suspensão, não por acaso, também é bem parecido, mais voltado para o conforto.

Na cabine, o painel de desenho óbvio ganhou contornos  mais elaborados, com curvas e volumes na região em que se funde com o console central. O quadro de instrumentos lembra a distribuição típica dos Volkswagen, com a tela do computador de bordo separando dois círculos, um conta-giros e termômetro de motor e o outro com velocímetro e marcador de nível de combustível.

Muitos detalhes de equipamento ainda serão acertados, mas é provável que ele venha com faróis e lanternas com leds, itens que podem aproximar o Cerato de seus irmãos mais nobres.

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Video Kia Cerato 1.6

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Citroen DS5

O DS5 é fruto de um projeto tocado à moda antiga: com calma.  A boa receptividade do público ao carro-conceito C-Sportlounge durante o Salão de Frankfurt em 2005 era tudo de que a marca precisava para fazer o show car se transformar num modelo de linha. Seis anos mais tarde, em 2011, o DS5 definitivo dava as caras no Salão de Xangai, na China.

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Durante o longo intervalo, muita coisa mudou na Citroen. Para começar, ela decidiu lançar a linha DS com status de marca com vida própria, numa estratégia de reforçar o lado premium de seus carros. Por enquanto, três modelos compõe a família: DS3, DS4 e DS5 – o caçula veio em 2012 e o irmão do meio estreia em março, enquanto o DS9 deve ser lançado em 2014.

Diferentemente do que  o nome indica, o DS5 não é montado na plataforma do C5 – este, aliás, deixa de ser vendido por aqui. O lançamento da Citroen utiliza como base a plataforma PF2, mesma do Peugeot 3008. Daí o fato do DS5 ser produzido na planta da marca irmã, em Sochaux, na França. Para dar porte diferenciado ao DS5, a Citroen tratou de aumentar a plataforma nas bitolas (em especial a traseira) e no entre-eixos, que passou de 261,3 para 272,7 cm. Ao vivo, o DS5 tem proporções de 3008, só que mais baixo.

O DNA do C-Sportlounge foi mantido. Permanece o conceito de cabine iluminada e com espaços definidos – praticamente isolados -, sobretudo na dianteira. O teto solar é inteiriço e fixo, não abre. Mas cada um tem o direito de escolher se quer ou não admirar o céu: motorista, passageiro dianteiro e os  três ocupantes do banco traseiro controlam suas cortinas elétricas. A cabine guarda outro forte ponto de contato com o C-Sportlounge. São dois consoles centrais: um convencional, entre os bancos dianteiros, e outro “aéreo”, fixado no teto, exatamente acima. Nos dois, destaca-se o design agressivo e pouco usual das teclas de acionamento de equipamentos como travamento central das portas, vidros elétricos no inferior, e no superior, cortinas  e head-up display – sistema de projeção de informações gráficas numa tela acrílica à frente do motorista.

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“O  design das teclas ajuda a acentuar a atmosfera de cabine de avião do DS5. É legal acionar as cortinas logo depois de dar a partida no motor, que também é por botão, sem chave. Faz o motorista se sentir um piloto de caça, preparando-se para decolar” diz Jeremie e Martinez, executivo de marketing da Citroen. E olha que nem deixaram os designers viajarem sem plano de voo. “Os primeiros desenhos da cabine previam o uso de chaves aeronáuticas, daquelas em que se levantam uma cápsula para acessar o botão propriamente dito”, diz Fabien Darche, responsável pelo estilo da Citroen que participou na criação do DS5.

Fabien pode aplicar sua criatividade em outros pontos, cuidando pessoalmente da seleção do couro e do alumínio que revestem os bancos e portas do DS5. O couro vem de bois criados na região Bavária, na Alemanha. “Para garantir que a pele do animal seja perfeita, a alimentação é balanceada e a fazenda tem cercas sem arame farpado e fuca numa região onde há poucos insetos e parasitas”, diz Fabien. O designer conta ainda que o alumínio vem da inglesa NAS, que também fornece material para a Jaguar e Aston Martin. ” Fresas imprimem no alumínio elementos circulares, mas sem alterar sua textura lisa. Como a iluminação da cabine é de led azulado, o efeito durante a noite é bastante interessante”, diz o francês. Darche ainda confidencia: ” Testamos madeira no lugar do alumínio, mas ficou horrível. Não combinava com o carro”.

Por fora, o DS5 lembra muito o C-Sportlounge. A frente com grade enorme, os faróis com leds e até o inserto cromado que se estende da dianteira até  a porta do motorista são parecidos com o do modelo conceitual. A preocupação com a aerodinâmica está nos detalhes, como as laterais vazadas do para-choque frontal e o aerofólio que divide o enorme vidro traseiro. Aliás, visto de traseira , o DS5 deixa evidente o estilo pirâmide, muito mais largo abaixo da linha de cintura, o que lhe confere um visual robusto e certo ar retrô.

Em termos de equipamentos de segurança, o DS5 dá um show. São de série airbags frontais, laterais e do tipo cortina, ABS com repartidor de força e auxílio em frenagens de emergência, controles de estabilidade e tração, regulador e limitador de velocidade, sistema de retenção do carro em partidas feitas em subidas e descidas e fárois xenônio direcionais. Nos testes do Euro NCap, o DS5 recebeu 5 estrelas.

O motor é o mesmo 1.6 turbo de 165 cv do pequeno (e mais leve) DS3 – são 1.480 kg, ante 1.165. O câmbio automático de seis marchas mostra sinais de defasagem diante das caixas automatizadas de dupla embreagem que tem surgido com trocas cada vez mais rápidas. O DS5 não é um carro lento, mas carece de vitalidade nas retomadas em meio ao trânsito urbano. Também em sintonia com o perfil mais executivo, as suspensões tiveram seu ajuste voltado para o conforto. Se o motorista força a barra e tenta imprimir um ritmo de condução mais quente, o controle de estabilidade altamente intrusivo logo corta a potência do motor – e o ímpeto do piloto.

Apesar do fraco desempenho no segmento premium no Brasil – em 2012 só foram vendidos 190 C5, entre sedã e SW – , a Citroen está confiante com o DS5. “Acreditamos num volume de cerca de 500 unidades em 2013”, diz Martinez. O preço 124.900 reais, é interessante  pelo visual que ostenta e pelo conteúdo que carrega.

Video Citroen DS5

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Por que comprar um Hyundai i30 seminovo?

Todo carro novo faz sucesso quando chega ao mercado de usados, com perspectiva de ter boa procura. O melhor exemplo desse fenômeno é o VW Gol, modelo mais vendido do país e queridinho dos lojistas de segunda mão. Com o Hyundai i30 não é diferente. Ele foi líder de seu segmento e agora é um dos seminovos com giro mais rápido no mercado, apesar de estar em uma faixa de preço acima do Gol. O i30 simplesmente não para nas lojas.

De acordo com vários vendedores , o i30 é bem aceito, principalmente, pela garantia de cinco anos oferecido pela fábrica. Quando compra um modelo 2010, o motorista ainda tem mais três anos de cobertura. Pena que o pós-venda da Hyundai recomende cautela por parte do consumidor. Avaliado no teste de Longa Duração, em 2010, o i30 se saiu muito bem. Mas a rede autorizada  terminou reprovada por apresentar “revisões com preços altos, empurroterapia de peças e serviços e mão de obra displicente” ao longo dos meses em que o carro esteve na frota.

Mas não é só pelo prazo de garantia que o Hyundai agrada seus proprietários – que o elegeram o melhor hatch médio em pesquisa feita com os consumidores.

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Em alguns anos acontece de uma categoria ter apenas um integrante, porque seus concorrentes não conseguiram ficar entre os 40 modelos mais vendidos do mercado. Como os hatches médios não vivem seus dias mais vibrantes o i30 se classificou sozinho e nadou de braçada. Neste caso, contudo, ao contrário do que ocorreu com a Toyota Hilux entre as picapes médias, o modelos da Hyundai fez bonito mesmo disputando sozinho. Com seus 99,3 pontos na nota final, ele abocanhou um impressionante quarto lugar na classificação geral, com 38 veículos.

O acabamento, por exemplo, está acima da concorrência. Outro diferencial é seu comportamento dinâmico. O i30 roda com suavidade, como se fosse um sedã médio de luxo, e sua direção leve responde com prontidão aos movimentos do motorista. Na sua base completa em acessórios, com câmbio automático, banco de couro e teto solar, foi anunciado por 49.900 reais. Mas, mesmo com o pacote básico, a versão GLS  manual já vem com ar-condicionado, duplo airbag, som e freios ABS. E, na versão básica é possível encontrar modelos com preços a partir de 39.000 reais.

Preço

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Video Hyundai i30

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Fiat Linea Sublime

O Fiat Linea vendeu 7.590 unidades entre janeiro e novembro de 2012, número que o coloca em uma modesta sétima posição entre os sedãs médios no ranking de vendas da Fenabrave. Bem distante dos líderes Corolla e Civic (com 50.248 e 46.206, respectivamente), ele briga  no terceiro pelotão, com números bem próximos de Sentra (7.809) e Elantra (7.493). Tentando turbinar as vendas do modelo, a Fiat lançou a série especial Linea Sublime.

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Não há nenhuma alteração no conjunto mecânico em relação ao Linea Essence, versão na qual é baseada. Na prática, ao volante, ele é o Linea de sempre: um carro de comportamento morno. O motor 1.8 E.torQ não chega a empolgar, mas não faz feio. A suspensão privilegiada o conforto, sem ser macia demais. A série Sublime está disponível com câmbio manual,  como o modelo das fotos, ou com a transmissão automatizada Dualogic Plus (que leva o preço para 58.390 reais). É vendida apenas na  cor Branco Kalahari.

A série especial Sublime seque existe  no configurador do site da Fiat. Encontramos apenas uma opção “Kit Sublime” após a versão Essence básica  cista 51.900 reais, o pacote acrescenta 3.490 reais. E o que comprador leva           por esse valor? Externamente, o modelo ganha rodas aro 17 (as originais são aro 15) com acabamento diamantado – também recebem o kit de parafusos antifurto – e plaqueta identificando a série especial nas laterais e na soleira das portas dianteiras. No interior, o pacote traz bancos de couro Sabbia marrom, descansa-braço central entre os bancos dianteiros, saídas de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro, além do sensor de estacionamento.

Ainda que a Fiat não disponibilize o preço de cada equipamento, a vantagem do kit parece clara. Dessa forma, para quem pensa num Linea, a edição especial do sedã apresenta como negócio interessante, que a Fiat não divulga por quanto tempo dura.

Preço

O Fiat Linea Sublime 1.8 sai para o consumidor por R$55.390,00

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Mitsubishi ASX AWD

O ASX está de malas prontas para se mudar. O crossover ganhará nacionalidade brasileira no primeiro semestre de 2013, inaugurando uma de linha de produção em Goiás. Vendido aqui desde o fim de 2010, é importado do Japão. Mal completou dois anos no mercado e já passa por sua primeira atualização. O leve tapa no estilo exige olhares atentos para se notarem as diferenças.

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As principais estão nos para-choques, que abrem mão do aspecto off-road para ganhar em elegância. Na dianteira, a peça perdeu a moldura preta que envolvia  os faróis de longo alcance. Agora é inteiramente pintada da cor do veículo, inclusive a seção plástica que atravessa a grade e abriga a placa. A mesma fórmula utilizada na traseira. Fora isso, é possível diferenciar as versões AWD das 4X2 pelo repetidor do pisca  nos retrovisores e pela moldura com acabamento de cromo fosco envolvendo o radiador.

Internamente, as mudanças também são sutis. O volante multifuncional mudou para trabalhar em conjunto com o novo sistema de som Double DIN com tela sensível ao toque.

Disponível em quatro versões, o ASX tem transmissão manual ou automática CVT, com opção de tração 4X2 ou integral. Avaliamos a opção mais cara, dotada de teto panorâmico e xenônio, mas é possível abrir mão da dupla e economizar 6.000  reais . Por 88.990 reais, o ASX vem com câmbio CVT e tração 4X2, o que não é uma mau negócio. Hoje, 51%  dos carros são vendidos nessa configuração. No entanto o incremento de segurança da tração integral compensa o resto.

Nos AWD, o seletor eletrônico que comanda a tração foi trocado por um botão. A cada toque  , ele alterna entre 4X2, 4X4 permanente ou 4X4 sob demanda. Bem equipado, o ASX topo de linha vem com seis airbags, keyless, direção elétrica, bancos elétricos com aquecimento, sensor crepuscular, de chuva e de estacionamento. Há carros mais caros que não tem tantos recursos. Pena que falte potência

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Video Mitsubishi ASX AWD

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Volvo V60 T5 2.0

Já fez um tempo que a Volvo deixou de ser lembrada só pela segurança. Ainda bem, porque nessa época seus carros tinham design sem graça e vendiam mal. Com a chegada de XC90 e C30, a partir de 2003, o cenário mudou de vez. Hoje os carros da Volvo não se intimidam diante de seus pares da Audi, BMW e Mercedes. Depois do impacto visual que foi o sedã S60, chega a perua V60, que nada fica a dever em estética – bastou uma volta com a versão T5 2.0 nas ruas de São Paulo para notar alguns pescoços virados à passagem do carro.

Em meio a testes feitos no V60 T6 3.0, de 304 cv e custando nada mais que 190.900 reais,  mandamos também para testes o 2.0 de 240 cv para fazer uma breve comparação. Como era de se esperar, ela apanhou no 0 a 100 km/h (8,3 contra 6,5 segundos do T6), mas deu o troco no consumo (8,5 km/l na cidade e 11,5 na estrada, contra 7,8 e 10 km/l). No entanto, a troca é mais do que vantajosa se analisarmos a tabela de preço : 130.900 reais, quase 70.000 reais a menos que o top de linha.

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Além do motor mais potente, ela perde tração integral, DVD player, GPS, teto solar, câmera de ré, fárois de xenônio e recursos de segurança que são o xodó da marca: detector de pedestres, aviso de mudança de faixa, freio automático e sistema de leitura de placas, entre outros. A lista parece vistosa, mas acredite: a T5 2.0 vale a economia. Ela mantém o visual arrebatador) o conjunto de vidro traseiro e lanternas acesas dá gosto de ver), interior refinado (a fartura de couro e apliques de alumínio polido enchem os olhos), ergonomia perfeita (experimente repousar a cabeça no encosto do banco), estilo de dirigir prazeroso (a suspensão é multilink na t raseira) e elevado nível de segurança (não falta airbags de cortina e carroceria de deformação programada).

Como a vida não é perfeita, há uma coisa aqui e outra ali que incomodam num importado desse valor. O câmbio não tem as tão comuns borboletas para a troca de marchas no volante, a direção elétrica é pesada em manobras e no teste notamos um insistente rangido na coluna central esquerda. Nada que ofusque o brilho da perua mais bacana do mercado.

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Chevrolet Volt, eleito o preferido do consumidor americano

O Chevrolet Volt, modelo mais vendido entre os elétricos nos Estados Unidos em setembro, venceu pela primeira vez consecutiva a pesquisa de satisfação do cliente da revista americana Consumer Reports. Na ocasião de seu lançamento, o sedã recebeu críticas quanto a concepção de seu projeto, no meio do caminho entre um híbrido e um elétrico.

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Agora ele cai nas graças de seu público e conquista a confiança de 92% de seu compradores, que responderam sim à pergunta: “Você compraria o mesmo veículo novamente ?”

“O fato de o Volt ter ganhado por dois anos o título de mais querido indica a tendência do entusiasmo dos proprietários por carros eficientes do ponto de vista energético”, afirmou o editor da Consumer Reports, Rik Paul.

Segundo Paul, a dirigibilidade é outro fator que pesou a favor do Volt. “A combinação de condução esportiva e desempenho do motor também contribui  para o entusiasmo dos proprietários”, concluiu.

Outros modelos eficientes também foram reconhecidos por seus donos. É o caso do Nissan Leaf da família de híbridos Toyota, com Prius e Camry.

A revista ouviu mais de 350.000 proprietários de 240 modelos diferentes, fabricados entre 2010 e 2012, e considera fatores como consumo preço e segurança, avaliados pelos próprios donos.

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Video Chevrolet Volt

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Porsche Panamera Sport Turismo

Em 2002 a Porsche lançou o Cayenne, arriscando em um terreno em que não tinha tradição e fez torcer o nariz de muitos puristas. Mas a tática mostrou-se acertada e o SUV fez a alegria de famílias e acionistas. Com o sucesso, os engenheiros de Stuttgart repetiram a dose com  o sedã Panamera.
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Agora a marca quer entrar no segmento de  peruas, com o Panamera Sport Turismo. O DNA foi mantido, com o conta-giros em destaque e o console central alto, mas o desenho mostra as tendências para a próxima linhagem da Porsche, como o visor digital no painel e o desenho com lanternas alongadas e fárois com leds. Híbrido, alia um V6 de 333 cv a um motor  elétrico, resultando em um conjunto de 416 cv. Com isso, o modelo vai de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos, tempo semelhante ao do Panamera movido a gasolina.

Mesmo sendo um conceito, a Porsche já exibiu imagens do modelo rodando. Assim, o carro tem tudo para entrar em produção nos próximos anos. Isso prova que o crescimento da casa de Stuttgart envolve diretamente a chegada de novos membros  à família, independentemente do tipo de carroceria.

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Video Porsche Panamera Sport Turismo

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Os melhores hatchs compactos de entrada de 2012

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1º Nissan March

Entre a votação por vários usuários dos veículos, veja como o Nissan March , vitorioso entre os hatches conseguiu este feito. Predicados não lhe faltaram para levantar a taça de uma categoria tão concorrida: ele derrotou os outros sete rivais em 14 atributos de um total de 23 analisados – o novo Uno, que ficou na vice-liderança, só conseguiu quatro. Seus proprietários não se cansaram de abrir sorriso ao comentar sobre o nível de equipamentos de série (101,8 frente a 90,3 da média do segmento), o espaço interno (101,1 x 91,3), a rapidez de arranque (99,3 x 91,4) e o acabamento interno (97,5 x 84,7), entre muitos outros. E quase sempre foi assim, com a nota parcial bem mais alta que a dos concorrentes . Ao perguntar aos entrevistados quais são os pontos negativos do Nissan March, as críticas foram distribuídas principalmente entre o tamanho da rede de concessionárias (89,4 x 97,7) e o preço das peças   (75,7 x 82,6). Logo atrás vieram algumas reclamações mais discretas para a durabilidade das peças (82,7 x 86).

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2º Fiat Uno

Continua sendo o melhor do grupo em modernidade do projeto (104,6 contra 99,6 do March) e design (101).

3º Fia Palio

Tamanho da rede (102,5), design (96,1) e durabilidade das peças (90,3).

4º Ford Ka

Com muitas críticas recebidas sobre ruído (71,2), consumo urbano (73,1) e consumo rodoviário (78,3). O hatch da Ford recebeu (95) na estabilidade.

5º Chevrolet Celta

Tendo um comprometimento na sua segurança o Celta recebeu (45,1) em itens de segurança e (75,5) em capacidade de transmitir segurança.

6º Volkswagen Gol G5

Subiu 2 colocações pelo  tamanho de sua rede (98,9).

7º Peugeot 207

Com uma queda significante de 4 colocações o Peugeot apresentou, preço de revenda (65), preço das peças (70,5), além da resistência das peças (74,5).

8º Fiat Mille

Nosso último colocado apresenta (69,8) para nível de equipamento , (73,4) acabamento interno, (74,4) valor do seguro e (77) para nível do ruído, entre outros..